segunda-feira, 6 de agosto de 2018


a esfinge degolada


a criança engatilha a esperança, quer arriscar-se.
despreparada para o prêmio, mira com os olhos.

de posse de algum olhar, o rapaz espreme-se.
a efervescência tem nome, olha-o espelho do fixo.

tenta não ver, o homem quer eficiência, pode fazê-lo.
as cifras em dia e os reflexos em ordem, tem a tal mirada.

impróprio como profeta, escarra velhas lembranças.
nega dizer o que o bica. mau-olhado, canta por inteiro?

(rodrigues da silveira, 2015)


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