quarta-feira, 12 de novembro de 2014

LANÇAMENTO DO LIVRO 

a rosa barroca

Na última sexta-feira, dia 07, estive em Ibiúna, minha cidade natal, para lançar o livro A rosa barroca. 


Familiares

Esse tipo de ocasião permite que a família esteja reunida, assim, no restaurante Aroma da Roça, estiveram tios e tias, primos e primas, e, como andei sumido da cidade, havia muito assunto para ser colocado em dia...



Minha mãe, minha prima Cristina, Rodrigues da Silveira, Agenor e Maria Fernanda.
Com meu primo José Vicente.




















Amigos

Fiquei feliz com a presença dos meus amigos de infância, dos meus amigos de juventude e dos meus amigos da maturidade, ou seja, foi um encontro de gerações de ibiunenses, os nascidos em Ibiúna e os que escolheram a cidade para viver. Que alegria ver todo mundo outra vez!


A turma da Adega... Dona Ruth e seu esposo, Dr Silvestre, os proprietários da Adega, estão à direita.
Particularmente, saúdo o meu amigo Renatinho, que está de camisa branca na foto acima, pois ele colaborou de modo decisivo para o sucesso do evento, cuidando dos convites e dos detalhes. 

Valeu, Renatinho!



Professoras


Não posso deixar de agradecer às minhas professoras Stella e Maria das Dores pelo comparecimento, pois devo a elas mais do que a alfabetização, devo-lhes o meu gosto por ler, escrever e contar histórias.


Da esquerda para a direita: dona Dinca, dona Stella, Rodrigues da Silveira, dona Maria das Dores e dona Wilma.



Música

Marcos Xavier, muito obrigado por abrilhantar a noite com obras de J. S. Bach, de Villa-lobos e de outros compositores. Caríssimo, parabéns por sua dedicação ao estudo do violão e pela mão. 


Grande Xavier!



Aos proprietários do restaurante Aroma da Roça, especialmente, dou os parabéns pelo ambiente agradável e pela comida saborosa; e ressalto que o acolhimento foi nota 10. Muito obrigado pelo apoio para o lançamento do livro A rosa barroca.



Visão geral


No mais, um abraço a todos.

domingo, 17 de agosto de 2014

   Acabo de publicar o livro a rosa barroca, obra que reúne poemas escritos no período 1986-2005,

   A capa é:


   Neste primeiro post depois da publicação de material próprio, considero o poema metagênese como o mais adequado porque o verso a rosa de uma terra negra é uma referência explícita a Ibiúna, cidade onde nasci, e que é palavra tupi cujo significado é terra preta.
   Além disso, acrescento que o título, metagênese, diz respeito a alternância de gerações de um organismo, de uma geração sexuada e de outra assexuada. Assim, a metáfora da rosa diz respeito ao narrador do texto e à sua origem, mas as interpretações não me cabem, deixo-as ao leitor...

   Então, como um marco inicial no caminho do poeta, eis o poema:


metagênese


a rosa de uma terra negra
brota do sal abismada
traz a morte no aroma
nas pétalas, o pânico
e nas raízes, enigmas

a rosa de uma terra negra
sangra pedras
cicatriza vazios
empedernida ao acordar-me sol

revelado o segundo a menos
e eis o silêncio?

1989
   

PS - O livro pode ser adquirido na página do Clube de Autores:

https://www.clubedeautores.com.br/book/171290--A_rosa_barroca#.U_DhbUHjohk 

terça-feira, 15 de julho de 2014

Armar, armando, ar

Puzzle imenso na mesa imensa.
Não dá para ver a cena inteira:
antes de mim
perdeu-se um monte de peças.
No quarto antigo
vasculhado de alto a baixo, encontro
no espelho desistido da porta
pó, reflexo falho, nada nas gavetas.
Como fechar o jogo incompleto, que mostra
parte de um homem montando um puzzle?

Armando Freitas Filho

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Pastelaria

Afinal o que importa não é a literatura
nem a crítica de arte nem a câmara escura

Afinal o que importa não é bem o negócio
nem o ter dinheiro ao lado de ter horas de ócio

Afinal o que importa não é ser novo e galante
─ ele há tanta maneira de compor uma estante!

Afinal o que importa é não ter medo: fechar os olhos frente ao precipício
e cair verticalmente no vício

Não é verdade, rapaz? E amanhã há bola
antes de haver cinema madame blanche e parola

Que afinal o que importa não é haver gente com fome
porque assim como assim ainda há muita gente que come

Que afinal o que importa é não ter medo
de chamar o gerente e dizer muito alto ao pé de muita gente:
Gerente! Este leite está azedo!

Que afinal o que importa é pôr ao alto a gola do peludo
à saída da pastelaria, e lá fora   ah, lá fora!  rir de tudo

No riso admirável de quem sabe e gosta
ter lavados e muitos dentes brancos à mostra


Mario Cesariny de Vasconcelos