a corredeira
árvore
de raízes movediças, os homens
sobem
montanhas, descem seus andaimes,
entram
pelas cavernas, querem o café passado na hora...
de
caule arenítico, os homens
aumentam
as nuvens, diminuem o vento,
circulam
o ventre central, têm açúcar na manga...
da
floração ao fruto?
os
homens têm gosto, degustam-se por dentro,
são
madeira fluída, engolem a própria baba.
minha
vida paralisa em segredo?
o
nicho da morte é o degredo.
o
instinto me acanha com seiva de aranha?
teço-me
labirinto. daí peço cuidado!
não
alimente o poeta, esse bicho alopra;
é
forte: morde mas não assopra.
quando
aflora a sua semente,
não
simplifica? não mumifica? unifica.
nada
como fazer pouco do demente.
(rodrigues da silveira, 2016)
Nenhum comentário:
Postar um comentário