confiança
as
velas do peito,
por
que minto quando quero nascer de novo?
não
me desculpa o vômito.
se
o peixe era um badejo,
espumante
e ácida, numa só, veio à golfada.
tenho
pra mim a esperança.
os
dentes pra morder e os olhos pra entender,
tenho
pra mim a confiança.
nos
buracos da flauta,
a
inércia dos mundos ganha, em sacrifício,
a
dor do reconhecimento.
não
me pedem a vista nem me impedem os sorrisos.
tenho
pra mim a cicatriz do improviso.
se
já nem mais me entendo comigo,
estarei
disposto ao pensamento de joelhos?
(2014)
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