o sofrimento
o
menino, fruto passo de um amor,
sem
o mistério de seus mantras, não diz por sua árvore,
sentindo
suas bolhas de sempre ser o filho.
o
menino aprende a contar,
e
consegue separar o que seja ímpar, sozinho.
o
menino, com seus cães abatidos,
queria
em pé o boi de sua ninhada,
no
pasto dos instantes, comendo a relva dos segundos.
o
menino, suas perguntas cheirando a gordura,
rasga
a garganta do queijo, veste a túnica do leite,
e
sem coleira, caminha suas saudades.
o
menino, lápide sem lápis,
usa
a língua como luva, não a pelica de um punhal,
e
conhece a menina pela espuma.
o
menino, pelo bronze de suas asas,
repete
os sinos da memória, conversa sua música,
até
ficar surdo à meada boreal da aurora.
(2016)
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