a anedota do barqueiro
o
barqueiro
não
diz que conhece o rio,
acariciando
no espelho a água das suas memórias.
o
barqueiro
mal
reconhecido no reflexo das suas apoplexias:
é gente, apenas.
o
barqueiro
anda
nutrindo certo trauma pelas jornadas do seu calendário.
o
barqueiro
fica
iluminado como um mapa pros remos da lua,
fica
perdido no oceano das gotículas de sal, seu nada a vela.
o
barqueiro
sente
no rumo dos pigarros a culatra dos seus despropósitos.
o
barqueiro
observa
o vaqueiro na estradinha
e
lança sua pequenina gota de amor, outro abismo que garoa.
(2016)
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