novidades da terra do nunca
embora
mortos os pombos,
as
notícias voam.
propício
a voos suicidas,
o
céu convida com aquele azul alvissareiro.
sob
a capa da invisibilidade,
camadas
e camadas do fogo mais camarada.
as
nuvens acumuladas num limão,
e
de repente, muito de repente, eclodem as larvas.
seja
cumprida a lei,
nem
que exale um ligeiro mal-estar.
passageiro,
como todo frêmito,
nem
é preciso reforçar o tom laranja do tambor.
sol
açúcar, o olho abelhudo
diz
o mel de suas retinas sanguessugas.
ó
sensações caligráficas, ó sinfonias hiperbólicas,
o
ocre celular crava a aldeia no barro.
(2014)
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