trevas sem trovão
as
vísceras do fogo
estilhaçam a vasilha de
argila;
os
sésamos podados
transparecem o aroma da sua
luz;
os
chãos do alarido
naufragam o deserto da
madrugada;
os
grãos do luar
tomam o corpo do pomar;
as
túnicas do mundo
murcham suas pétalas de
laranjeira;
são
o riso da maré na cheia,
as raízes
da morte.
(2016)
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