absurdamente
não
anda fácil, nada fácil, morrer em paz por estes dias.
pensemos
na injustiça de sorrir
mesmo
com a onipresença do enfado,
mesmo
com a onipotência da cupidez,
mesmo
com a onisciência das luzes.
nem
podemos reclamar nem refulgir os corpos,
enfileirados
pelos guichês da baixa-voltagem.
mas
que não está fácil, isso não está.
e
trabalhamos, trabalhamos, trabalhamos,
e
até ao morrer, trabalhamos.
(2016)
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