os caninos do último palhaço
como
pode, a porta suporta
o
tropel de vozes.
a
maçaneta segura a lingueta,
controla
as dobradiças.
a
chave está surtada,
recolhida
ao escuro do movediço.
os
vidros, filmados e duplos,
resistem
à fatuidade das cigarrilhas.
menos
iluminado, o canto
reserva-se
a sutilezas aracnídeas.
no
veio das artérias desapercebidas,
brilha
o despercebido.
como
a sombra pode o silêncio,
a
gargalhada suga, sem reflexão alguma.
(2016)
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