a pétala dos caminhos
naquela
pedra, a capela;
bêbados,
turistas e demais mentirosos
corriam
lá.
capelinha
de comadres e camélias,
e
das cartomantes; octogonal, caiada,
de
cruzeiro às cegas, azul celeste.
no
meio do parque tinha um coreto;
sedenta
de paz, a oração trazia o próprio estribo.
em
cada joelho, um lamento;
em
cada olho, um julgamento;
em
cada língua, o assim seja.
a
capela iluminava-se,
fortaleza
de cera das compunções;
da
paróquia, nem pedia outra demão,
mas
vieram em missões, as flâmulas e os repiques;
e
só o vento relinchava,
sem
dar pinote.
(2016)
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