Vamos
aos fatos!
Antes,
ainda que pareça haver desrespeito aos princípios éticos das histórias reais
mais exemplares, tendo que destacar bem assentado o pé no arroz com feijão de
uma veracidade rigorosa, pedindo, portanto, licença à sensibilidade política de
quem lê sem recusar contradições e contrariedades acaso fortuitas, com cara de
blagues imprevistas uma vez mal postas, que fiquem estabelecidas como
autênticas e legítimas as condições prévias aos eventos que irão sendo reconectados,
cujos fios desencapados hão de possibilitar uma fruição estética de explosiva
octanagem, por estilo sanguíneo com o seu tanto de saber etílico e seu tanto de
sabor apolíneo, por despudores e incongruências.
A
primeira condição a ser registrada como fundamental para o início de tudo, sem
mais delongas: chovia, era um dia de chuva miúda caindo intermitente, estava
mais para garoa do que um chuvisqueiro incômodo a quem armado de careca e
coragem, somente.
A
segunda circunstância, falemos às claras que estamos mais para medrosos do que
imbuídos de coragem, sequer na emoção do súbito.
Terceira,
já que admitimos esta nossa qualidade de gente honesta, a modo público, não o
fazemos pela lisonja de sermos tomados como pretensamente corajosos, o que em
realidade acabamos por fazê-lo já que reiteramos o que está dito, é pelo
cálculo de agirmos lógicos.
Pelas
ressalvas expostas, e coerentes mesmo conosco, é de nosso feitio adiantarmos
que o nosso cerebralismo tão rico em preliminatórias pra boi dormir, isto é, nossa
língua mental não lambe o leite derramado, não porque entenda funambulismo como
andar na corda bamba, é por dizer gargantualista a pessoa mórbida em perna de
pau.
Por
conseguinte, conclui-se: equiparamo-nos a homens e mulheres no comum a ambos,
na simplicidade.
Simples,
e nunca vaidosos, por lavra de punho fidedigno, damos os acontecimentos, abaixo
transcritos, como apropriados.
Neste
tempo, quando o ódio combatido com o amor solta fogo pelas ventas, pegamos tal
pícara paixão pouco corretiva por quem não ama que, nem mornos nem moucos, ouriçamo-nos
tagarelas.
Mas,
precisamente?
Em
boteco de fina estampa de outra esquina insuspeita, de olho na enchova, diz o
pinguim peripatético:
ꟷ
Azeite?
De
sorriso aberto, diz o pavão emperiquitado:
ꟷ
Aceito.
Sem
luva de pelica, diz o provedor desassombrado:
ꟷ
Acinte?
Sem
criptografia alguma, diz o servidor destemperado:
ꟷ
Aceito.
Com
integridade falsa, diz o sujeitinho espertalhão:
ꟷ
O que mais a sua excelência dá por aceite?
Pondo
as coisas em pratos limpos, diz o malandrão espertinho:
ꟷ
Por acento obsceno, nada recuso que resulte bem pago assento.
Sendo
assim, por sabemos que nada vezes nada dá em nada, nós juramos, de viva voz sem
embargos, que o meio arremata nosso fim.
E
era outra vez uma fábula das graúdas.
Rodrigues
da Silveira
Ibiúna,
dia 12 de outubro de 2021.
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