Como
me conciliar comigo? Compensando o cidadão complexo que me consome
conscientemente crítico? Compenso, logo compro.
Nadir,
pra começar, dê-me água pro pantoprazol sódico.
Quando
rugem os cotovelos do Tigre encanado na parede, basta a Hydra abrir a boca pros
dejetos subterrâneos correrem pro mundão.
Se
grudam que não evaporam, pedem o furor verde do Diabo. Mas, se o ambiente fica
carregado de carniça de urubu, a lavanda faz o Bom Ar respirável outra vez.
Folhas
de Neve não desfazem as fezes, incorporam-nas, dou como inadiável a lavagem das
pregas, dos orifícios, das pragas de ofício.
Num
bailado morno, sintonizado à primavera que a Bella Ducha da Lorenzetti me fornece,
ponho os dedos a perfumar minha pele com a espuma transpirando odor de rosas da
Phebo.
Calmaria
em cinco minutos, já súbito me seco na Santista.
Os
cotonetes da Johnson & Johnson não aprimoram o modo como toco a realidade.
Com
o creme 3D White da Oral B nas cerdas macias da clássica da Colgate brigo
vencer o tártaro que contamina minha dentadura dorida de mágoas. Em dúvida,
enxaguo a boca com o Cool Mint da Listerine.
Se
não me livro das rusgas ancoradas no rosto deste marinheiro a ver navios, cubro
meus fios grisalhos com o sensível creme refrescante da Bozzano e aparo-os com
as lâminas confortáveis do Prestobarba 3, que a Gillette me ajude a ganhar
outra cara linda por mais um dia.
Dois
jatos do Peace da Axe em cada axila, visto a World vinho da Hering. Subo a
boxer vermelha da Mash. Calço a Lupo esporte de cano alto. Ajusto-me à Torelli pelo
furo certo do cinto da Cavalera.
Pra
andar com as próprias pernas, amarro o Chuck Taylor branco, porque calçado nesta
estrela da constelação All Star eu piso forte.
Agora
posso ligar a câmera do notebook Dell, entrar no Zoom e ter uma reunião acalorada
sobre Uma Cerveja no Inferno do Rimbaud, edição 2021 da Chão da Feira.
Fim
de papo?
No
fogo alto do GLP da Copagaz, por trinta minutos, o feijão carioca da Camil conhece
a pressão da Rochedo.
Com
um fiozinho do girassol Liza e uma pitadinha do Cisne iodado, por dez minutos
em fogo baixo, deixo soltinho o Prato Fino integral.
Com
meus pais aprendi a aferventar linguiça antes de fritá-la, tomo este cuidado
com a toscana da Aurora.
Fingindo
não me intoxicar com as fumaças da inflação, corto o pão francês com a
Tramontina serrilhada. Nada de mostarda escura Heinz, nem uns pingos de
Tabasco, mas lambo o ketchup Hemmer da faca.
Meus
dragões dependentes de butilbrometo de escopolamina irão clamar por atenção?
Antecipo-me.
E
deito sobre as molas do meu Castor ideal. E o toque de seda do meu Altenburg
faz fluir a borrasca craniana. E não sinto o frio do vento porque os 180 fios
do meu Buddenmeyer de solteiro me aquecem.
Nada
de novo?
Pela
galáxia do Samsung J1 Mini, uma cachaça fina agita a massa:
ꟷ
Como apóstolo da insurreição, Aldir Blanc.
Rodrigues da Silveira
Ibiúna,
dia 05 de outubro de 2021.
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