terça-feira, 26 de novembro de 2019

O rubor dos dias


O rubor dos dias

Abre-se a cortina e começa... Se a cortina imaginária está aberta, vamos ao espetáculo. E pra hoje, temos o quê?
Dizem que as laranjas não param de crescer onde já se esperava, e robustamente desavergonhadas, mesmo com o aumento do CO2 na atmosfera, 147% a mais do que em 1750, dado informado nos jornais de hoje. Dizem também que santo de barro só produz lama quando à mão do bem molhado, e haja melado para produzir essa Declaração de Condição de Estabilidade para a barragem do Córrego do Feijão, da qual os peritos tiram muitas pás de terra. Dizem que um terráqueo orientado economicamente ou trabalha pra consumir ou consome pra trabalhar, com o olho da GLO na canga. Dizem... Dizem...
Há tanto a ser dito que bom seria nem abrir a boca? Prefiro falar. Mesmo que a língua caia de podre ou acabe infestando o ar de tanto chorume? Enquanto ficarem zunzunando por aí, falarei.
Se ando vermelho de raiva? Talvez porque ande a pé sob o sol ou por causa do negativo no banco. Só digo que colorado é o Verissimo.
De repente, uma moça de óculos escuros sai da calçada, vai pela areia; e ali pelas tantas, para, fica de costas pro Atlântico, que brinca a seus pés; está sorrindo, daí apronta o que nem parecia possível. Ela desloca uma palavra pra cá................e outra pra lá.
― Seu Rodrigues, o senhor me perdoe a intromissão do meu jeito autorizada, mas tenho algo pra dizer pra quem tá lendo: sou Mengão. Obrigada, muito obrigada, Éverton Ribeiro, Gerson, Bruno Henrique, Arrascaeta, Gabigol e Jorge Jesus. Claro, claro, claríssimo, agradeço também ao senhor, por não tirar os pontinhos ali de cima. Pois este espaço me está sendo muito útil, assim posso falar à vontade, sem a supressão do que tenho pra dizer. E digo mais: Nação... Vapo!
Vapo?
Com essa não contava. Personagem vir assim, e assim me tomar a palavra pra dizer o que quer? Ora essa. Sinceramente, desconheço caso que a tal feito guarde semelhança. Se bem que a Biblioteca de Babel tem labirintos dentro de labirintos que até o texto ignora.
Toco o barco.
Como se nada tivesse acontecido?
A igualdade dos justos faz fraternos os livres, educados no amor.
Como? Então, aos submissos, ódio? Aos injustos, ressentimento? Aos fraticidas, a lei? Aos desiguais, chamada oral como castigo?
Que a lei não exclua; e nem justifique a morte por excludentes.
A cabeça tá precisando de um sorvete, né?
Minha cachola não é o centro do mundo, por isso vivo pegando no ardente do lume o que preciso para seguir na lida. E faço da leitura a faísca do aprendizado. Leio não apenas para a distração das horas; ainda, para fecundá-las com o profundo da vida no conhecimento do mundo, pra saber das gentes, pra ter ciência do que pinto e bordo.
O iceberg sobe e afunda, navega, já disse uma poeta.
Adeus, dizemos, adeus.
A Bishop de braço dado com a flamenguista? Dá samba.

Rodrigues da Silveira
Praia Grande, dia 26 de novembro de 2019.

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