quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Lixo marxista


Lixo marxista

Costumo disciplinar-me ao irrefutável dos exemplos. Assim, recolho a prudência dos desvalidos que não dispensam como lixo o descartável para restaurantes, lanchonetes e bares, além de carrinhos de pastel ou garapa.
Para já, cônscio de minhas restrições gástricas, pesquei um tema menos pesado. Ponderei especular sobre a proeminência da anfisbena, cuja existência tomei conhecimento por meio de Jorge Luis Borges.
Borges? O visionário escritor portenho que via no invisível a névoa traiçoeira, a que, embevecidos que somos por muitas de suas miríades de filigranas, chamamos de realidade.
E um assunto mais outro... Quando me dei conta de mim, as pegadas perderam-me por caminhos labirínticos. Acho até que virei dublê de algum curupira, mas um de quatro pés.
A anfisbena? Melhor reservá-la para outro banquete.
Também não vou me embrenhar a destacar a relevância da marmita para quem come fora de casa nem palpitarei o quanto de riqueza é gerado pelas mais de 170 mil microempresas que operam com as quentinhas. Que tuítem os que têm estômago de avestruz.
Sem outras demoras, no intuito de municiar com petiscos o Governo agora em vigor, direto ao fogo:
1. “O segredo do sucesso é a honestidade. Se você conseguir evitá-la está feito!”
2. “Atrás de todo homem bem-sucedido, existe uma mulher. E, atrás dela, existe a mulher dele.”
3. “Há tantas coisas na vida mais importantes que o dinheiro. Mas, custam tanto.”
4. “Ele pode parecer um idiota e até agir como um idiota, mas não se deixe enganar: é mesmo um idiota!”
5. “Eu não frequento clubes que me aceitem como sócio.”
6. “Inteligência militar é uma contradição em termos.”
7. “Estes são os meus princípios. Se você não gosta deles, eu tenho outros.”
Serei leviano ao afirmar que as iguarias acima constam de GROUCHO E EU, pois é livro marxista que não lerei. Para dar fé das minhas intenções, recomendo que o famigerado volume seja comprado em livrarias, sebos, bancas de jornal, mercados de esquina, e o escambau. Porque levo muito, muito a sério alguém capaz de pôr em epitáfio uma frase dessas:
Perdoem-me por não levantar.
Para que a ordem moral da nossa Nação eleve o Moral da Ordem, fiquemos livres de envenenamento assaz repugnante.
É preciso olhar pelos próximos, porque devemos protegê-los de muitos desses... intoxicantes.
Sem detença, brasileiras e brasileiros: às batatas!

Rodrigues da Silveira
Praia Grande, dia 10 de janeiro de 2019.

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