Ideia
genial
Já é Natal!
Nesta época do ano amigos e familiares
chegam sorrindo, sedentos de gestos afetuosos; de minha parte, a recíproca é
verdadeira, anseio por beijos e abraços.
Algo me faz tomar a iniciativa e, ainda
que muitos fiquem surpresos com essa persona menos cínica, hipócrita e
zombeteira, tomo-a com o espírito feliz de criança pondo bolinhas na árvore.
Sem acrescentar à lista do Papai Noel
outro item tão imprescindível que ia me esquecendo, tenho beijos e abraços pra
todo mundo.
Distribuo-os como quem desce pela
chaminé, pois acho que todos têm uma alma gentil, que precisa ser despertada do
ramerrão do dia a dia para que a pessoa também distribua afetos com a
generosidade de quem poderia ter dado, primeiro, aquele abraço tão sincero.
Por gentileza, não me censurem por minha
sinceridade.
Que argentinos e franceses sintam-se abraçados
por mim, que sou um camarada que chuta o ar, chama o VAR e bebe refri com a
garganta arranhada de tanto xingar sua excelência, a mãe do juiz.
Valendo taça? 3 a 3 numa final, putisgrila!
Dezembro poderia continuar sendo o
período em que a gente faz o balanço do que deixou de fazer, lamenta ter feito
o que fez sem dar o melhor, compromete-se a agir com mais empenho, tudo pra que
o Ano Novo traga energias transformadoras, que hão de deixar novo em folha quem
sequer vai a pé ao bar da esquina. Até poderia, mas o final deste 2022 está
sendo diferente.
Uma vez que me fizeram torcer pelos
dois, porque disputaram quem sorriria por último, agradecido pela contribuição
para que a final virasse o jogaço que, por hoje e sempre, recordo, felicito-os
e desejo-lhes boas festas, caríssimos Mbappé e Messi.
É tri! É tri tri tri! É tri!
Luisinho, como não sou uma pessoa de
fidelidades imutáveis como você, só vou me preocupar com as contas de janeiro quando
o primeiro boleto chegar ꟷ que ele chegue, de preferência, em janeiro.
Se suas angústias são com a beleza, tudo
bem, faça essa tatuagem na batata da canhota: o Messi levantando o Maradona
levantando Pelé dando aquele soco no ar; vai por mim, meu camarada, essa tatoo
ficará ótima em você, realmente uma pintura.
Que maravilha que existam esses fominhas
no mundo, porque eles têm brilho no olhar. Quando ouvem “campeão”, pensam no
prêmio, na medalha, nas fotos, nos memes, no dim-dim na conta, estão tão certos
disso que dos seus olhos rolam lágrimas verdadeiramente tocantes.
De fato, acho comovente a ideia de que
esporte, qualquer esporte, possa transformar a vida da gente.
Independentemente de ter de pintar o meu
cabelo depois de vitórias históricas, valorizo a autoridade de merecer a glória
dos louros.
Como vencedor que sabe quanto custam as batalhas vencidas, me comprometo a tingi-los. Nem que gaste muito, comprarei uma peruca
de fios autênticos. Nem ligo se despertarei inveja com minha cabeleira
descolorida.
Rodrigues
da Silveira
Ibiúna, dia 20 de dezembro de 2022.
Nenhum comentário:
Postar um comentário