razão noturna
as
mãos temperando
o
que sente, sabe-se
pelos
dedos, pão abocanhado.
algumas
migalhas, algemas
do
salário, sabe-se a suor
do
sovado, da farinha nos ovos.
pelas
mãos, sabe-se
no
sentido, esboça-o agonfo,
quando
as mãos têm fome
e
o estômago, sono.
por
mais que se esforce,
na
dispensa da noite,
não
come os próprios dedos
nem
dorme.
(rodrigues da silveira. in: o desenho do enigma, 2017)
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