ouro fundido
disseram
o homem único, enigma único,
à
medida de si pela hora da morte.
provaram
o amor, leram suas folhas,
e
assim o amor lê a alma por linhas mortas.
provocaram
a morte, o absurdo do escândalo,
e
o peixe morre por saber que peixinho é.
disseram
a fera vê a cara pelo coração,
e
como dizem besteira.
desejaram
impossíveis, o unicórnio de ouro,
e
chegaram perto do osso do gigante bom pastor.
confirmaram
as culpas, são uns irresponsáveis,
e
sempre esquecem nossos esqueletos atrás da cortina.
(rodrigues da silveira. in: o desenho do enigma, 2017)
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