ossário da
recomposição
eis
os caninos patéticos
que
alham as pontas de agulha,
que
crucifixam os seios bronzeados,
que
energizam a prata dos lábios,
por
uma inocência atroz.
eis
a neblina no alto da colina,
eis
as harpias do crepúsculo,
e
não faltam aos peregrinos
o
sangue sem crédito.
com
ar de palavra desesperada,
absumida
nas irreflexões,
emergida
no sem-fim da pintura,
a
coruja da noite não pousa
no
corte certo,
desmontando
a trama toda.
(rodrigues da silveira. in: o desenho do enigma, 2017)
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