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trem
danado de gente
gira
contra o relógio a orgia da noite no dia
vê-se
a avenida pelos extremos
aqui
o sal enobrece os mendigos
lá
o palco vulgariza as pulgas
vê-se
a avenida
começa
nas quimeras da química
vê-se
a avenida pelas pontas
lá
a boca embitucada no apagado
aqui
a embocadura encenada do aceso
vê-se
a avenida
termina
nos terminais dos neurônios
vê-se
a avenida
esse
trem danado na gente
(rodrigues da silveira. in: o desenho do enigma, 2017)
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