não faço poesia
como quem ouve nos versos
a música de todo dia
não faço poesia
como quem vê nos versos
a miragem de todo dia
não faço poesia
como quem inscreve nos versos
o pensamento de todo dia
faço poemas
ao silêncio de quem me ouve
à escuridão de quem me encontra
ao vazio de quem me entende
(Rodrigues da Silveira. In: MUDO,
2014)
