sábado, 25 de março de 2017


contramão

não faço poesia
como quem ouve nos versos
a música de todo dia

não faço poesia
como quem vê nos versos
a miragem de todo dia

não faço poesia
como quem inscreve nos versos
o pensamento de todo dia

faço poemas
ao silêncio de quem me ouve
à escuridão de quem me encontra
ao vazio de quem me entende


(Rodrigues da Silveira. In: MUDO, 2014)


Nenhum comentário:

Postar um comentário