a manhã é um túmulo
havia sangue nos dedos
os dedos no braço
um morto na agulha
o túmulo é uma manchete
haveria outra saída
a saída pelo sangue
um corpo à dose
a manhã nem fora a dose seguinte
o túmulo nem fora uma notícia
espelho é ausência
(Rodrigues da Silveira. In: MUDO,
2014)
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