proximidade
não
sinto a borboleta não a sinto
na
mão assentada em minha mão espalmada
o
sentido do que não há
não
solto a rã não a solto
falta
ao sentido soltá-la
solto
o ar ao saltá-la
não
sigo o rio não o sigo
o
tronco sobe o rio não o sobe naturalmente
a
mente olha-se imóvel
não
vejo o porto não o vejo
à
margem do próximo bem aqui
aqui
como ali
(rodrigues da silveira, 2015)
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