sábado, 27 de fevereiro de 2016



proximidade

não sinto a borboleta não a sinto
na mão assentada em minha mão espalmada
o sentido do que não há

não solto a rã não a solto
falta ao sentido soltá-la
solto o ar ao saltá-la

não sigo o rio não o sigo
o tronco sobe o rio não o sobe naturalmente
a mente olha-se imóvel

não vejo o porto não o vejo
à margem do próximo bem aqui
aqui como ali

(rodrigues da silveira, 2015)











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