tremem os dedos
confundem-se os olhos
falha a língua
e há tanto a dizer
dá um branco
faltam as palavras
confunde-se no todo
e há tempos quer dizer
mas ébrio do mar
como um barco a naufragar
bem que o tenta dizer
poeta ao mar
treme nem consegue falar
gagueja trava fica na mesma
burro a zurrar pelo olhar
(Rodrigues da Silveira. In: MUDO,
2014)
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