não sou de esperar pelas respostas
represadas
ou caminhar meus ossos sobre as
formigas
faço festa sozinho
e sei o fogo sinto o cheiro vejo a
chama
faço farra com quem queira
crianças sozinhas não perturbam
amigo
não sou de responder a chamados
noturnos
ou morrer de medo normalmente
respiração ofegante não desmata a minha
mente
o afogado temente à água?
o tremido na mágica de um afago?
nada!
olho penso digo
mamã, há holandas debaixo d’água!
(Rodrigues da Silveira. In: MUDO,
2014)
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