sono do menino
adormece,
os
monstros do oceano vão pra debaixo da cama.
o
vento dos sonhos espalha rochedos
entre
as penumbras dos brinquedos.
falta-lhe
fé, ó militante das falácias.
como
criança no pijama do seu paraíso,
vê
nítido o que vem.
vem
o monstro mais bonzinho, embora o mais feio,
o
único que se arrisca a caminhar na sua direção.
o
menino abre os olhos,
descobre-se
na cama, dá com o pasmo imenso do bicho.
o
monstro todo tímido:
olá... tudo bem... tome uma
flor.
sem
saber o que fazer,
o
olho pensa rápido pelo menino: come-a.
com
o arroto, ele acorda.
(rodrigues
da silveira, 2016)
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