em
carne vive
meu
verso é um vespeiro,
onde
me hospedo, aventureiro.
dele
não saio impune, não recuso as ferroadas.
dou
minha palavra, já que ninguém me defende de mim.
ataco-me
como cão ferido, possuído pelo mel dos raivosos.
dança
em mim o braseiro dos ferrões;
aperfeiçoado
pelo ouro dos sentidos, danço.
se
o verso começa de repente?
é
pra nada dizer além do gasto, ter a sua pantomima.
esse
poema diz tão pouco,
certo
de ter no controle a doçura da sua procedência.
querendo
em fogo brando o entendimento.
ai
ferrão, jamais seja desperdiçado.
pesa-me
o enxame, impondo-me outro poema?
na
vez das rosas, pedras.
(rodrigues
da silveira, 2016)
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