frêmito
passou
por você
e
foi adiante
sentiu
o fantasma
enregelando-lhe
a língua
travou
o amargor
em
sua língua de pedra
provando
da alegria
o
horror da plenitude
arrepia
até suas retinas
concentrando
o asco nas papilas
sem
nada vir
o
que passou
passou
e foi adiante
sentiu
a poesia
sentiu-se
fantasma
como
lúcifer, daríamos
as
asas para voar?
(rodrigues da silveira, 2016)
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