o caminho do ódio
tenha o olho no
olho, agredindo,
pondo-se a modos
de aprender.
não murmure nem urre,
meta o murro,
força no
certeiro, rápido,
no meio da fuça,
prático,
flecha a toda, como
sói.
sinta a farpa,
sangre,
farrapo de
arame,
tire-se incisivo.
afim ao pacífico?
borboleta
acídia.
aceite-se ao perfurar-se;
ao cortar-se,
deleite-se.
acometido a
ferimentos;
na mutilação, a
presença
do dedo, num
instante, falto.
toleima
reclamá-lo íntegro,
por repleto no
inteiro, em todos,
nos outros,
pelos dezenove.
aberto no baixo
ventre.
sinta que pulsa
o impulso,
já caído na
pressão,
já ruída
escuridão.
como um poema,
afeito às regras,
por justificado
no rescrevido,
mais que um
atrevido.
aos homens do
povo,
que, na feira de
sempre, conferem explicações,
que, metáforas a
postos, remontam artesãos,
que, de praxe
ordinários, conversam suas dívidas,
tiram seus
extratos da dúvida ainda não pega.
já ao depois,
logo ali a padaria,
amanhecido como
pão quentinho,
diante de
trabalhadores indo pro ponto,
pro bem geral,
do frêmito ao sentido:
vomite-se.
(rodrigues da silveira, 2014)
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