o tálamo
só
no escuro,
o
louco escuta
a
chuva
a
mata
o
lobo
enquanto
houver boca,
haverá
fome
cobre
os olhos com o cobertor,
e
escuta
o
cérebro
os
dentes
a
boca
enquanto
houver fome,
terão
reféns
o
louco ouve,
sabe
que escuta
a
noite
o
choro
o
tiro
enquanto
construírem cadeias,
darão
mais verba
cobrem-no
com terra,
sem
escuta
é
ele
é
o louco
só
mesmo ele pra ser louco
enquanto
a grana deles crescer,
falaremos
verde
ó
louco,
se
não escutasse,
seria
outro
(rodrigues da
silveira, 2015)
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