o caminho do amor
pessoas temem o
covarde em mim.
o medo olha o
punho, o aço de sua lâmina.
carregadas no
punhal, têm contas imperdoáveis.
pessoas temem o
cordato em mim.
e socam mordaças
de gasolina,
sorvidas em
provas espirituais inflamáveis.
as pessoas temem
em mim o hipócrita,
urram pelo fogo
que tocarão,
posso, porém,
lhes oferecer a outra face, a minha.
(rodrigues da silveira, 2017)
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