domingo, 22 de julho de 2018


o caminho do amor

pessoas temem o covarde em mim.
o medo olha o punho, o aço de sua lâmina.
carregadas no punhal, têm contas imperdoáveis.

pessoas temem o cordato em mim.
e socam mordaças de gasolina,
sorvidas em provas espirituais inflamáveis.

as pessoas temem em mim o hipócrita,
urram pelo fogo que tocarão,
posso, porém, lhes oferecer a outra face, a minha.

(rodrigues da silveira, 2017)

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