a alegria do ligeiro
a
mão entra no bolso,
outra
a detém. detida, atenta
à
chama da atenção. inflamada,
algema
a proclamada virilidade,
do
honesto no probo, por digníssimo.
despeitada
candura, dentes ao prumo,
certidão
da ânsia, diplomas de outra perfeição,
o
corrigido. a visagem mais cara, os parapeitos
ao
que for cruzeiro, nuvens de impulso,
os
aplicativos do além. se tem medo? atira.
mal
dado o primeiro no grito, seca as vísceras;
na
cadeia da corrente, faísca a palha.
subido
nos juros sinceros, a terra faz o inferno,
a
mão de pluma paga à bolsa
da
mão, em pagamento ao berro, faz ouro,
e
dos mais juramentados, o utópico das esquinas.
são
essas mãos? zás! cortem o papo! ops...
de
ouvidos colados em jurisprudências alheias?
encerro
escarro julgo avalio, batismo.
por
revolvido no asco, vamos, dê lá o caso, jogue
pelo
céu de intimidades, alcova de trapaças, vá
e
levada, deixe-se levar, dispensada no tenso,
seu
pensar ajustado. que mão? apodada.
ai!
que me escapa...
fico
à vontade no ônibus,
seis
da tarde? sete da manhã? à vontade.
vou
cavando com o corpo o enviesado da passagem,
até
o fundo, descarrego de celular.
ouço
nos comentários o interesse,
múltiplo,
todo abordagens.
imoral
com os salafrários, pingados no mês a mês?
tomo
pé pela concordância nos repúdios
à
propina, ao jabaculê dos canários pixulentos.
tenho
ovos pra vocês!
contra
os vendeiros, ouçamos a volta.
os
molambos dos craqueiros? ouçamos a volta.
os
imprestáveis do prefeito? ouçamos a volta.
o
político, a polícia? ninguém vê
o
analista da tevê.
ninguém
a falar o que se quer ouvir.
o
uníssono da discórdia? a língua
é
amor. a verdade que nos une?
pra
governo do mundo? dá tudo pra si.
o
suposto que nos une. a todos? no todo.
não
fico à vontade,
brasileiro,
um morador do brasil,
o
que a terra dá.
quer
comer, quer louvar, sequer deseja.
tira
pela vergonha,
o
oposto da honra, está na cara
o
ganzá, o alheio da algazarra,
a
valsa de um bolero, no rosto o rosto,
na
mão a mão, dueto de parceria,
a
prudência do leve, o coração que mama.
corre,
caipora, corre!
e
vão botar fogo no busão logo agora?
(rodrigues da silveira, 2015)