lar
prendo
a rotina, traço retas com o olhar,
passo
pela porta, pela fenda aberta,
as
retinas medem as rotas, mas a morte.
penso
a hibernação.
sendo
a aflição cotidiana, pedestre, do sono aos cacos,
embora
ninguém mais o tema,
o
poeta em mim compreende o poema:
falta
perder-se dos rascunhos;
falta
seguir sem dizer as suas mímicas;
sentir-se
comprometido, sombra na parede.
se
afeito aos rumos do meio-dia, aceito pelo cansaço;
se
cachorro abusado pela sarna, dobram-me
as
veias do inverno, a língua em riste, os pulsos do entusiasmo;
se
um amestrado suicida, enrolam-me
os
pensamentos do fogo, as labaredas da lua, a lambida na espinha.
sou
outro, e ancestral.
banco
o morto pra viver em paz.
aprendo
a caverna, sinto a morte em vida.
(2016)
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