o saber do sal
a
palavra manipulada como lama
os
dedos são pinças
a
desamparar os siris às seis da manhã
na
lida às seis da manhã
o
sol no levante
a
palavra amparada por um lápis
a
descamar a noite
a
destroçar velas na areia despachada
sem
a aprendizagem do riso
algum
dolente riso
tão
oceano o enfadonho
e
o molusco lamejante
sua
fala ofuscada como palavra aberta
quer-se
gaivota assentada na brisa
mas
essas máscaras puídas de lucidez
mas
esse lodo de engodos
esse
querer vestir-se de palavra
querer
sentir-se em casa
querer-se
(rodrigues da silveira, 2015)
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