quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016



da brevidade do salto

o sono da chama
nada ferve

afeito ao desencanto
como abandono encarnado na lama

abre-se rosa o rochedo da febre
como afeito ao espanto

não reclama
não tem a verve

serve justamente ao manto
esse café na cama

some naquele canto
casebre a seco

sem pétalas como um rei
vai que é da lei

(rodrigues da silveira, 2015)



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