Do ovo negro gigante
Brotou um sol qualquer
Reduziu-nos nas costelas
Escancarou o céu
Em nosso peito órfão
Não se pôs
Tampouco despontou
Tudo em nós aurificou
Nada esverdeou
Em torno de nós
Em torno do ouro
No coração vivo
Tornou-se nossa lápide
Vasko Popa
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
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