segunda-feira, 28 de setembro de 2015


cabralino


não há como caber no cálculo
o calar-se?

não se há de fazer matemático
o materializar-se?

não saberá quanto pode em aspirina
o cantar do galo?

não dirá aonde ir ao cabo de si
no passo a seguir?

o que de lá para cá pensa
sabe-se a outra prensa

(rodrigues da silveira, 2006)


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