sexta-feira, 28 de agosto de 2015

o cosmo do bruxo


dizem aquelas ruas
noites que sabem a azul
essa miopia
a alumiar-se por dentro?

pensam a rotina como ferida
insanidade tão precisa
por contumácia
aquelas pegadas calçadas?

e por controlar-se
o siso desse sorriso
reina imprevisto?

essas luas em pelica
escritas como luva
por saber saborear-se?


(rodrigues da silveira, 2006)








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