quarta-feira, 1 de julho de 2015

                o portal


aquela madrugada calou em mim
abruptamente rente, assim transfigurada
a imensidão moldou-me escuridão
serpente de cristal a pensar o depois
pondo-se em torno de meu sono
janela abissal para esses dois...

aquela madrugada calou em mim
o marfim que se revela mundo
ruído trapista distraído de si
labirinto indiferente do instinto
lendo-me vagamundo inconsequente
trapezista a perder-se nos instantes
nesses perfis nada errantes...

aquela madrugada quis me envolver...

(rodrigues da silveira, 2004)



Nenhum comentário:

Postar um comentário