o portal
aquela
madrugada calou em mim
abruptamente
rente, assim transfigurada
a
imensidão moldou-me escuridão
serpente
de cristal a pensar o depois
pondo-se
em torno de meu sono
janela
abissal para esses dois...
aquela
madrugada calou em mim
o
marfim que se revela mundo
ruído
trapista distraído de si
labirinto
indiferente do instinto
lendo-me
vagamundo inconsequente
trapezista
a perder-se nos instantes
nesses
perfis nada errantes...
aquela
madrugada quis me envolver...
(rodrigues da silveira, 2004)
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